Dr. Róger  Bonow Mendes CRM 52.20228-7
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Pressão Arterial

Entendendo a Pressão Alta

Como medir a Pressão Arterial?

O diagnóstico da hipertensão arterial é basicamente estabelecido pelo encontro de níveis tencionais permanentemente elevados acima dos limites de normalidade, quando a pressão arterial é determinada por meio de métodos e condições apropriados. Portanto, a medida da pressão arterial é o elemento –chave para o estabelecimento do diagnóstico da hipertensão arterial.

Medida Indireta da Pressão Arterial

A medida da pressão arterial, pela sua importância, deve ser estimulada e realizada, em toda avaliação de saúde.
A medida da pressão arterial deve ser realizada na posição sentada, de acordo com o procedimento descrito a seguir: 

1-Explicar o procedimento ao paciente

2-Certificar-se de que o paciente:

não está com a bexiga cheia;
·
não
· praticou exercícios físicos;
não ingeriu bebidas alcoólicas, café,
· alimentos, ou fumou antes.

3-Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável.

4- Localizar a arterial braquial por palpação.

5-Colocar o manguito firmemente cerca de 2cm a 3cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial. A largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da circunferência do braço e seu comprimento, envolver pelo menos 80% do braço. Assim, a largura do manguito a ser utilizado estará na dependência da circunferência do braço do paciente.

6-Manter o braço do paciente na altura do coração.

7-Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro anaeróide.

8-  Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, para estimativa do nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30 segundos antes de inflar novamente.

9-Colocar o estetoscópio nos ouvidos.

10-Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva.

11-Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento da medição.

12-Inflar rapidamente, de 10mmHg em 10mmHg, até o nível estimado da pressão arterial.

13-Proceder à deflação, com velocidade constante inicial de 2mmHg a 4mmHg por segundo, evitando congestão venosa e desconforto para o paciente.

14-Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), que se intensifica com o aumento da velocidade de deflação.

15-Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff), exceto em condições especiais.  Auscultar cerca de 20mmHg a 30mmHg abaixo do último som para confirmar sem desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff).

16-Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica, complementando com a posição do paciente, o tamanho do manguito e o braço em que foi feita a mensuração. Deverá ser registrado sempre o valor da pressão obtido na escala do manômetro, que varia de 2mmHg em 2mmHg, evitando-se arredondamentos.

17-Esperar de 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas.

18-O paciente deverá ser informado sobre os valores da pressão arterial e a possível necessidade de acompanhamento.

Em cada consulta, deverão ser realizadas no mínimo duas medidas, com intervalo de 1 a 2 minutos entre elas; caso as pressões diastólicas obtidas apresentem diferenças superiores à 5mmHg, sugere-se que sejam realizadas novas aferições, até que seja obtida medida com diferença inferior a esse valor. De acordo com a situação clínica presente, recomenda-se que as medidas sejam repetidas em pelo menos duas ou mais visitas. As medições na primeira avaliação devem ser obtidas em ambos os membros superiores. As posições recomendadas na rotina para a medida da pressão arterial são sentada e/ou deitada.
    
 Nos indivíduos idosos, portadores de disautonomia, alcoólatras e/ou em uso de medicação anti-hipertensiva a pressão arterial deve ser medida também na posição ortostática. 

Situações Especiais de Medida da Pressão Arterial

Crianças

A determinação da pressão arterial em crianças é recomendada como parte integrante de sua avaliação clínica. À semelhança dos critérios já descritos para adultos:

1-A largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da circunferência do braço.

2-O comprimento da bolsa do manguito deve envolver 80% a 100% da circunferência do braço.

3- A pressão diastólica deve ser determinada na fase V de Korotkoff.

Idosos

Na medida da pressão do idoso, existem dois aspectos importantes: 

1- Maior freqüência de hiato auscultatório, que subestima a verdadeira pressão sistólica.

2- Pseudo-hipertensão, caracterizada por nível de pressão arterial falsamente elevado em decorrência do enrijecimento da parede da artéria. Pode ser detectada por meio da manobra de Osler, que consiste na inflação do manguito até o desaparecimento do pulso radial. Se a artéria continuar palpável após esse procedimento, o paciente é considerado Osler positivo.
 
Gestantes

Devido às alterações na medida da pressão arterial em diferentes posições, atualmente recomenda-se que a medida da pressão arterial em gestantes seja feita na posição sentada. A determinação da pressão diastólica deverá ser considerada na fase V de Korotkoff. Eventualmente, quando os batimentos arteriais permanecerem audíveis até o nível zero, deve-se utilizar a fase IV para registro da pressão arterial diastólica.

Obesos

Em pacientes obesos, deve-se utilizar manguito de tamanho adequado à circunferência do braço. Na ausência deste pode ser:

1- corrigir a leitura obtida com manguito padrão (13cm x 24cm), de acordo com as tabelas próprias; 

2-usar fita de correção aplicada no manguito; e 

3-colocar o manguito no antebraço e auscultar a artéria radial, sendo esta a forma menos recomendada. 



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