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O número de pessoas no mundo
com hipertensão é elevado. Nos Estados Unidos ,
estimativas relatam que cerca de 50 milhões de
pessoas podem ser rotuladas como hipertensas.
Outro dado relevante , é que o número de pessoas
naquele país com mais de 50 anos com hipertensão
, é proporcionalmente superior ao de pessoas
normais. Com estes dados sobre hipertensão ,
vários estudos são realizados naquele país e em
todo o mundo , visto que a doença pode ocasionar
problemas sérios e incapacitantes para o futuro
das pessoas. Recentemente, a revista americana
New England Journal of Medicine publicou uma
pesquisa clínica do grupo DASH , abordando os
efeitos da dieta como causa de hipertensão .No
estudo vários aspectos ficaram evidentes : a
obesidade , o sal e o consumo excessivo de
álcool são sem dúvida nenhuma os vilões , e
estes fatores tem importância capital no
estabelecimento da hipertensão. Na pesquisa ,
foram envolvidos diversas pessoas de sexo e
raças diferentes, e utilizados critérios
seletivos rígidos além de um cuidadoso
seguimento de todos os pacientes. As conclusões
foram cabais em relação ao fato que , o controle
do peso é um fator essencial para o controle da
hipertensão, assim como, o uso excessivo de sal
na alimentação e dos alimentos que o contenham
em excesso . Outro fator agravante para o
estabelecimento da hipertensão foi o consumo de
álcool. As conclusões foram evidentes porque
observou-se uma redução significativa dos
valores da pressão arterial nos diversos grupos
estudados, em pessoas normais , e em pacientes
com hipertensão leve. Nestes ficou evidente
também , que a dieta , a redução do peso e do
álcool , fizeram com que a pressão ficasse
normal sem o uso de medicamentos. Assim , a
dieta com baixo teor de gordura e sal , rica em
frutas e vegetais são fatores inequívocos no
controle da pressão , e provavelmente evitem o
aparecimento da hipertensão. O aumento da
ingestão de potássio ou de alimentos que o
contenham , foi também considerado como benéfico
. No estudo no entanto , não houve dados que
comprovassem o benefício em relação a pressão
arterial de dietas exclusivamente baseadas em
vegetais.
Causas : Como se estabelece a
hipertensão
O diagnóstico da hipertensão
é simples e é estabelecida pela aferição da
pressão arterial. A pressão arterial é força que
o sangue faz sobre as parede das artérias , que
é medido pelo aparelho de pressão o
esfigmomanometro . A medição é realizada em
milímetros de mercúrio ( mm Hg )e se obtém dois
valores , a pressão máxima ou sistólica que
equivale ao bombeamento do sangue pelo coração ,
e a pressão mínima ou diastólica que representa
o momento que o coração relaxa.
A causa básica da doença é
desconhecida , existindo no entanto alguns dados
que indicam existir fatores predisponentes no
estabelecimento da moléstia que não tem cura
definitiva. Existem estudos que indicam uma
predisposição hereditária e um maior número de
casos pessoas da raça negra. Existem dados que
demonstram que a doença acomete cerca de 20% da
população mundial mas acomete cerca de 30% da
população negra. Mesmo com estes dados de maior
comprometimento racial estes dados são colocados
em dúvida , visto que parece existir diferenças
no percentual de hipertensos entre negros
submetidos a dietas diversas. Assim em
populações africanas em que existem dietas com
baixo teor de sal , a prevalência da hipertensão
é duas vezes menor da observada em populações
negras americanas. Outros fatores predisponentes
e também descritos , estão o hábito de vida
sedentário, álcool, cigarro ,estresse e dietas
alimentares inadequadas. A hipertensão ocorre em
ambos os sexos e podem ocorrer casos em qualquer
idade sendo no entanto mais freqüente em
adultos. A hipertensão pode ser primária ou
secundária. A hipertensão primária ou essencial
, que ocorre em pessoas mais jovens após os 20
anos de idade, na maioria das vezes não tem uma
causa geralmente estabelecida. Nestes os
problemas renais, e malformações dos rins e
aorta podem ser a causa da doença.
Hiperatividade do sistema nervoso simpático, e
alterações de sistemas renais e endócrinos que
controlem o sódio, e cálcio podem estar na
gênese da hipertensão primária. Podem ser causa
de hipertensão secundária o uso de estrógenos -
pílulas anticoncepcionais - as doenças renais,
vasculares e endocrinológicas.
A pressão alta faz com as
artérias fiquem mais espessadas e estreitadas ,
e podem começar a ter placas de gordura aderidas
as suas superfícies , fazendo com que cada vez
mais o sangue tenha dificuldade em passar pelas
artérias do corpo. Com isto o coração que é um
órgão constituído por músculos vai se
hipertrofiando por excesso de esforço e passa a
aumentar de tamanho . Na seqüência do processo
as artérias perdem sua elasticidade , ficam
endurecidas , e passam a ter possibilidade de
entupimento ou rompimento , que quando ocorre em
locais como o cérebro, rins e coração pode levar
a sérias complicações ou a morte dos pacientes.
Quando ocorre entupimento é infarto , e o
rompimento o derrame , ambas as situações graves
e que podem ser devidas a hipertensão.
Tratamento e cuidados com a
hipertensão
Os sintomas de um paciente
com hipertensão em sua fase inicial podem passar
despercebido. Pacientes com níveis pressóricos
mais elevados podem no entanto apresentar alguns
sintomas leves e vagos ,como tonturas
ocasionais, dores de cabeça , vermelhidão no
rosto , fadiga e nervosismo acentuado. O
diagnóstico é feito através da tomada da pressão
com a observação dos valores das alterações para
determinar o estágio da doença. Deve-se avaliar
a pressão máxima e a mínima para firmar o
diagnóstico . Após a constatação da pressão
elevada o médico deve realizar uma ampla
investigação clinica e laboratorial com o
objetivo de detectar alguma moléstia que possa
ser a responsável pela pressão alta. Caso alguma
causa seja encontrada o tratamento deverá se
basear nela , pois assim os níveis pressóricos
voltarão a valores normais. A hipertensão
geralmente não tem cura e os cuidados dietéticos
e medicamentosos deverão ter acompanhamento
médico constante para o tratamento e prevenção
das complicações tardias da moléstia.
As complicações da
hipertensão atingem mais freqüentemente o
coração, cérebro, rins ,olhos e artérias
periféricas. Assim todos os cuidados deverão ser
baseados em relação a complicações nestes
órgãos.
Os medicamentos para o
tratamento da hipertensão tem várias funções e
visam melhorar as condições gerais dos
pacientes. Os diuréticos comumente utilizados
nos pacientes tem a função de facilitar a
eliminar o sal do organismo. Outros medicamentos
utilizados nos pacientes hipertensos são os
antagonistas do cálcio, os betabloqueadores e os
inibidores da ECA. Todos estes medicamentos
apresentam benefícios, mas como já foi
enfatizado , a melhora do paciente dependerá de
um conjunto de medidas, que vão desde um
diagnóstico correto, mudança no estilo de vida a
um seguimento médico correto , tudo com a
finalidade de evitar complicações que poderão
comprometer abruptamente a vida do paciente
hipertenso.
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Mais que câncer de mama e
aids
Segundo a ong internacional Federação Mundial do
Coração (World Heart Federation), as doenças
cardiovasculares são a principal causa de morte
em mulheres. Mais de oito milhões morrem, a cada
ano, em decorrência desses males, o que
representa 18 vezes mais mortes do que o câncer
de mama e 6 vezes mais do que a AIDS. Nos países
em desenvolvimento, metade dos óbitos na população
feminina está relacionada à doença cardíaca e
ao derrame.
Além disso, a comunidade científica está
preocupada não apenas com a conscientização das
mulheres, mas também da classe médica. Durante o
Congresso Internacional de Hipertensão, realizado
em São Paulo, no ano passado, foram apresentadas
pesquisas publicadas no exterior que indicavam que
6 entre 10 médicos acreditam que os homens estão
mais vulneráveis à ocorrência de um derrame
fatal, embora a mortalidade, no geral, seja maior
entre as mulheres – 11% contra 8,5% entre os
homens.
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O Acidente Vascular
Cerebral
O acidente vascular cerebral, ou o derrame
cerebral, ocorre quando há um entupimento dos
vasos que levam sangue ao cérebro, o "AVC
isquêmico" (caso de Marielza) provocando a
paralisia da área cerebral que ficou sem circulação
sanguínea adequada. No caso do "AVC hemorrágico"
ocorre um rompimento do vaso, provocando
sangramento no cérebro.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o AVC
vem ocorrendo em idade precoce, sendo a doença
cardiovascular de maior prevalência na população.
Dos que sobrevivem à ocorrência de derrames, 50%
ficam com algum grau de comprometimento. Dados do
Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
demonstram que 40% das aposentadorias precoces
decorrem das mesmas.
Dados do Ministério da Saúde (2002) revelam que
as doenças do aparelho circulatório são campeãs
em número de internações pelo SUS, com 25%, número
também equivalente às internações por doenças
cardiovasculares em mulheres, a partir dos 40
anos.
A ocorrência de derrames cerebrais pode ser
prevenida, em grande parte, com o controle dos níveis
de pressão arterial em hipertensos, o que, embora
simples, tem se mostrado difícil de se alcançar
na prática. Isto porque muitos são os
hipertensos que desconhecem a sua condição e
mesmo nos casos já identificados, a adesão ao
tratamento é sempre um desafio. Um estudo da OMS,
por exemplo, indicou que um ano após o diagnóstico
de hipertensão, mais da metade dos pacientes
abandonam o tratamento. Daqueles que continuam a
terapia, apenas 50% toma pelo menos 80% dos
medicamentos prescritos.
fonte:www.sbh.org.br
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