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Nefrologia
Hipertensão Arterial na Infância
Dr. Arnauld Kaufman
Nefropediatra do Grupo de Assistência Médico Nefrológica
- Gamen
CRM 52 60174-1
A medida da pressão arterial em crianças deve fazer parte do exame físico
de rotina na consulta pediátrica para todas as crianças em
qualquer faixa etária. A fim de se evitar erros na verificação
da pressão arterial devem ser usados manguitos adequados
para cada criança. Assim temos manguitos próprios para recém-nascidos,
lactentes, pré-escolares e escolares. Os manguitos devem
apresentar uma braçadeira que cubra 2/3 do braço sem
comprimir o cotovelo, devendo envolver toda a circunferência
do braço.
Os valores normais da pressão arterial variam conforme a
idade do paciente sendo definidos por curvas de normalidade
que devem ser avaliadas pelo médico durante a consulta. São
definidos como valores normais de pressão arterial valores
compreendidos em curvas de percentil abaixo do 95 (ou seja,
valores em que são encontrados 95% da população normal).
São considerados hipertensos aqueles que apresentam valores
de pressão sistólica e/ou diastólica acima do percentil
95 para o sexo, idade e altura em pelo menos 3 ocasiões
diferentes.
A hipertensão arterial pode ter a sua origem no período da
infância, sendo proveitoso a identificação de pacientes
de alto risco. A história familiar de hipertensão arterial
sistêmica é um importante fator de risco para o
desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica na infância.
Quanto mais jovem o paciente hipertenso, maior a chance de
que a hipertensão seja secundária a outra doença entre as
quais destacam-se as renais e cardiovasculares, entre
outras. Tais patologias devem ser pesquisadas pelo médico
durante o acompanhamento de uma criança hipertensa, não
podendo ser descartada a possibilidade de se tratar de
hipertensão essencial não secundária a outra doença ou
de causa definida, especialmente em adolescentes.
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