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Mandamentos para uma boa saúde 


Os dez mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico


1- Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador. "Ele é uma agressão ao organismo"
2- Alimente-se em pequenas quantidades a cada três horas.
3- Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível
4- Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana. Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte
5- Evite ficar nervoso. Em situações de stress, experimente bocejar e espreguiçar
6- Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação. Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e se esqueça da vida
7- Tome ao menos dois banhos frios por dia. Esse hábito é energizante
8- Nenhum tratamento irá funcionar se você não abandonar seus vícios, a começar pelo cigarro
9- Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles. Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre
10- Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e procure respirar mais profundamente  Faça elogios com mais freqüência. Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado


Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista


1- Não se culpe por ser gordo. Procure ajuda e emagreça
2- Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas. O que vale é aprender a comer
3- Não há alimento proibido. O segredo é não exagerar em nada
4- É possível comer bem e ter um peso normal
5- Obesidade é uma doença e, às vezes, seu tratamento requer a intervenção de medicamentos. Mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico

Os cinco mandamentos de Fernanda Lima e Ari Stiel Radu, reumatologistas


1- Não pratique exercícios em locais expostos à poluição, como avenidas movimentadas. Escolha horários com menos tráfego ou deixe para se exercitar em casa, numa esteira, por exemplo
2- A regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da atividade física
3- Fique atento à postura. Se você não se cuidar, todo o seu esforço com atividades físicas poderá ser em vão
4- Seja paciente com seu corpo. Em um mês, você não vai recuperar o atraso de dez anos
5- Evite exercitar-se em horários de calor excessivo, para não sofrer
desidratação


Os cinco mandamentos de Mauricio Hirata, clínico geral


1- Arrume um espaço na agenda para fazer ginástica, como o horário do almoço
2- Coma alimentos saudáveis. Se for o caso, leve a comida de casa
3- Ponha um comedouro para pássaros na janela de sua casa ou apartamento e observe os movimentos dos animais. "É excelente para relaxar"
4- Não perca muito tempo de seu dia no trânsito. Se você mora longe do trabalho, mude-se para mais perto
5- Deixe a janela do quarto entreaberta se você tem dificuldade em acordar de manhã. A luz ajuda o cérebro a perceber que já é dia


Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista


1- Acostume-se a beber mais água. Deixe uma garrafa de meio litro sobre a mesa de trabalho e outra dentro do carro
2- Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária. Elas garantem
quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam a prevenir diversos tipos de câncer
3- Não saia de casa sem se alimentar. Se sua refeição for apenas um
cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara
4- O jantar deve ser a refeição mais leve do dia. Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário. O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã
5- Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas. Isso vai melhorar seu rendimento

Os cinco mandamentos de Hong Jin Pai, acupunturista
1- Reclamar da vida só causa stress. Em vez de resmungar porque faz frio,vista um agasalho
2- Passamos a maior parte do dia no trabalho. Por isso, você precisa amar o que faz
3- Aproveite o trânsito para escutar alguma música de que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler
4- Seja otimista. Lembre-se de que ***** as crises são passageiras
5- A terceira idade deve ser a melhor fase da vida. Estude, exercite-se e leia. Ficar parado só acelera o envelhecimento



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Doença e cidadania (crônica Dr. Roger Bonow Mendes)


A percepção da doença pela falta de saúde é a forma mais primária que se tem para entender as mudanças patológicas decorrentes das doenças crônicas. A hipertensão arterial e o diabetes mellitus, entre outras, são exemplos de doenças que tem um início por vezes inteiramente inocente e que ao longo dos anos o paciente vai tomando conhecimento. Algumas vezes agudamente e acidentalmente (crise hipertensiva, coma diabético, por exemplo). Em outras, ele vai se conscientizando da doença aos poucos. Insidiosamente. Uns deixam-se levar de forma passiva assumindo posição de vítimas de um destino social, pois não tem como arcar com os custos mínimos dos tratamentos, dos exames. Sentem-se reféns de hospitais públicos em crises permanentes de falta de vagas para internação, exames marcados com prazos muito longos, filas intermináveis, emergências abarrotadas. Nestas então é onde se sente mais o preço social da falta de condições.

A situação de alguns hospitais privados também passa pela carência dos recursos humanos de forma geral, da relação leonina por parte de alguns convênios e seguros de saúde. É bem verdade que existem as ilhas de excelência tanto públicos quanto privados que só servem para destacar ainda mais esses limites.

Falo do diabético e do hipertenso porque em nosso meio representam uma das principais causas de encaminhamento para diálise. Nos países de primeiro mundo as duas causas se alternam. Entre nós esse perfil já começa a se delinear principalmente nos grandes centros brasileiros. O pior é que por ignorância, falta de condições ou até por intensidade da doença o indivíduo hipertenso ou diabético só toma conhecimento "oficialmente" de sua doença quando, por ocasião da primeira consulta, é encaminhado para diálise.
Tristeza e revolta para alguns. Para outros vem a consciência da cidadania. Daquele momento em diante, pela perda de seu bem maior, sua saúde física plena, se dá conta de que, como cidadão seus direitos de ter tratamento adequado precisam ser exercidos. Passam a erguer a bandeira da cidadania pela porta da reivindicação de atendimento de saúde, direito a medicamentos, vagas em hospitais, transplantes, etc.
Enfim o que querem é ser tratados em vida, de forma digna, humana. Diria mesmo até com mais humanidade e compreensão por parte de alguns amigos, familiares e afetos.

Estamos todos no mesmo barco. Pensar que alguns por terem melhores condições financeiras, não são afetados? Pura ilusão.
Imaginemos o que é a falta de um funcionário em uma empresa, porque naquele dia teve de ir ao médico? A falta, em uma instância mais simples, dos serviçais de uma residência? Chegar atrasado porque passou mal no ônibus... Não teve dinheiro para comprar remédio... Saiu mais cedo do trabalho porque estava com pressão alta... É da falta que faz uma peça da engrenagem que estamos falando. Principalmente quando esta peça movimenta uma estrutura vital para a coletividade. Por exemplo um hospital, o transporte urbano, coleta de lixo, correios, companhias de telecomunicações, etc. Em uma escala mais comercial, as lojas, os restaurantes...

Fica muito mais confortável cobrar dos governos medidas controladoras, curadoras, saneadoras ,auditoras, enfim todo um cortejo de punições que estamos tão acostumados a ver e ouvir. Adiantam na mesma proporção da intenção, se fui bem claro.

O que precisa ser refletido é o papel da sociedade como um todo. Da cidadania, desde o início e não só quando ela é conscientizada em função da perda...pela doença.

Isto começa em cada um de nós !

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