|
Atenção
para os seguintes aspectos:
*
A Fibrilação Atrial é um ritmo anormal e irregular, por
meio do qual os sinais elétricos são gerados caoticamente
através das câmaras superiores do coração.
* Existem muitos fatores de risco para a Fibrilação Atrial.
* Muitos pacientes com Fibrilação Atrial. não apresentam
sintomas.
* O sintoma mais comum da Fibrilação Atrial é a
palpitação.
* A Fibrilação Atrial. pode causar coágulos que viajam do
coração para o cérebro causando o ataque isquêmico.
* 19:16 10/03/95 O tratamento da Fibrilação Atrial envolve
o controle dos fatores de risco, os medicamentos para
reduzir a freqüência dos batimentos cardíacos e a
reversão para o ritmo normal, prevenindo complicações
como a formação dos coágulos sanguíneos.
O que é fibrilação atrial?
A
fibrilação atrial. é uma anormalidade do ritmo do
coração que resulta freqüentemente em batimentos rápidos
e irregulares. Um coração de um adulto normal em repouso
bate 60 a 80 vezes por minuto.
A velocidade do batimento cardíaco é governada pela
velocidade dos sinais elétricos originados a partir de
células especializadas e diferenciadas que compõem o
marcapasso natural do coração. O assim chamado nódulo
sinoatrial (SA) está localizado na parede do átrio
direito. O sinal elétrico emitido pelo nódulo SA provoca a
contração das câmaras atriais seguido da contração das
câmaras inferiores do coração, os ventrículos. A
contração dos átrios libera sangue para os ventrículos e
estes, por sua vez, bombeiam o sangue para todo o corpo.
Durante o repouso diminui a velocidade dos sinais elétricos
gerados a partir do nódulo SA, resultando no alentecimento
dos batimentos cardíacos. Já durante o exercício ou
excitação, a velocidade dos impulsos do nódulo SA
aumenta, acelerando os batimentos cardíacos.
Na fibrilação atrial, ao invés de originar-se de uma
única fonte, esses sinais são gerados rapidamente e de uma
maneira caótica, em vários pontos diferentes dos átrios,
comprometendo a eficácia do bombeamento de sangue para
dentro dos ventrículos. Os impulsos elétricos chegam aos
ventrículos de forma irregular, descompassada, provocando
contrações ventriculares rápidas e irregulares. A perda
da contração atrial normal além da associação com um
batimento cardíaco rápido e irregular, atrapalha o envio
de sangue para o corpo todo.
Os sintomas da fibrilação Atrial são: fraqueza, tonteira
ou vertigem, respiração curta ou mesmo a dor torácica. A
fibrilação atrial pode ser crônica e permanente ou
recente e intermitente (paroxística).
Quais são os sintomas da Fibrilação Atrial?
Muitos
pacientes não tem sintomas. O sintoma mais comum é uma
desconfortável sensação de palpitações rápidas e
irregulares. Com a perda do bombeamento atrial pode ocorrer
redução da função cardíaca (débito cardíaco).
Pacientes com redução do débito cardíaco podem
experimentar uma respiração curta, tonteira ou vertigem e
angina (dor no peito devido a redução do fluxo de sangue
nas artérias coronarianas). Deste modo o sangue com
velocidade alentecida nas câmaras cardíacas tende a formar
coágulos aderentes às suas paredes, podendo às vezes
desprender-se e alcançar os pulmões, cérebro e outras
partes do corpo, num processo denominado embolia. Quando os
coágulos vão para o cérebro, um rápido surto de
paralisia pode ocorrer (acidente embólico). A embolização
para os pulmões resulta em lesão dos tecidos pulmonares
(enfarte pulmonar). Quando o coagulo atinge as extremidades,
pode ocorrer comprometimento da irrigação local,
arroxeamento e dor intensa.
Como se diagnostica a Fibrilação atrial?
O
diagnóstico da Fibrilação atrial crônica ou sustentada
não é difícil. O médico pode ouvir batimentos rápidos e
irregulares usando o estetoscópio ou detectar um batimento
anormal pela palpação do pulso do paciente. A fibrilação
atrial é facilmente reconhecida como um traçado irregular
no eletrocardiograma. Caso ela ocorra intermitente e
infrequentemente, é possível detectá-la através de um
"Holter", a gravação contínua do
eletrocardiograma por 24h numa fita cassete.
Ao se diagnosticar a fibrilação atrial, é necessário
proceder à busca da causa subjacente: altos níveis
pressóricos sanguíneos e sinais de insuficiência
cardíaca podem ser observados no exame físico do paciente.
Testes sanguíneos podem ser realizados para detectar
anormalidades de oxigenação, nos eletrólitos ou nível de
hormônio tireoideano. o Rx de tórax pode revelar aumento
do coração, nsuficiência cardíaca, ou alterações
pulmonares. O teste de esforço em esteira graduada com
eletrocardiograma contínuo pode revelar a existência de
doença. coronariana. A ecocardiografia utiliza as ondas
ultrassonográficas para reproduzir uma imagem das câmaras
cardíacas, das válvulas e da membrana que envolve o
coração (pericárdio). Condições como prolapso da
válvula mitral, doença valvar reumática e pericardite
(inflamação da membrana que envolve o coração) podem ser
detectada com a ecocardiografia. Este método é também
bastante usado na medida das dimensões da cavidade atrial.
A dimensão atrial é um importante fator na determinação
da resposta do paciente ao tratamento: é muito mais
difícil restabelecer e manter o ritmo normal num paciente
com grande câmara atrial.
Como se trata a fibrilação atrial?
O
sucesso no manuseio da fibrilação atrial envolve o
controle dos fatores de risco e a diminuição da
freqüência dos batimentos cardíacos, a prevenção de
ataques isquêmicos, e outras embolizacões por coágulos
sanguíneos, e a conversão do ritmo irregular para o normal
sempre que possível. A pressão arterial alta, deve ser
tratada assim como devem ser corrigidos o excesso de
funcionamento da tireóide (caso exista) e os níveis do
oxigênio sanguíneo. A insuficiência cardíaca subjacente
e outras doenças do coração e dos pulmões devem ser
tratadas adequadamente.
Digital (digoxina) betabloqueadores como propranolol (inderal)
atenolol, metropolol ou bloqueadores dos canais cálcio como
verapamil e diltiazem, são alguns medicamentos que diminuem
a freqüência de batimentos do coração. Pacientes com
fibrilação atrial. São sujeitos a acidentes embólicos,
razão pela qual o tratamento da fibrilação atrial
crônica reque o emprego de medicamentos que dificultam a
coagulação do sangue (anticoagulantes). Os pacientes em
uso de anticoagulantes devem ser monitorados com testes
sanguíneos pois há risco de sangramento em caso de dose
excessiva. O benefício da anticoagulação deve ser
balanceado contra o risco de sangramento nos pacientes
idosos, mais vulneráveis a sérios sangramentos. A ASPIRINA
representa uma forma menos drástica de "afinar"o
sangue e pode ser utilizada quando o risco da utilização
dos anticoagulantes é muito alto.
Pacientes com fibrilação atrial persistente podem ser
candidatos a cardioversão (conversão ao ritmo cardíaco
normal). A cardioversão pode ser obtida por um choque
elétrico no tórax (cardioversão elétrica) ou mediante o
uso de medicações.
As drogas usadas na cardioversão incluem a quinidina,
procainamida, disopiramida, sotalol e amiodarona, efetivas
em 50% dos pacientes.
A cardioversão elétrica realizada com choque elétrico na
parede torácica de paciente previamente anestesiado
restabelece o ritmo normal. Em geral Obtêm-se sucesso
naqueles onde falhou a tentativa de cardioversão química.
A cardioversão é mais bem sucedida na fibrilação atrial
de curta duração e átrio esquerdo de tamanho normal e
geralmente indicada nos pacientes em que seja urgente a
reversão rápida ao ritmo normal. Todos os medicamentos
utilizados na fibrilação atrial encerram um pequeno risco
de causar distúrbios no ritmo cardíaco, chamado efeito
proarritmico, especialmente nos pacientes com insuficiência
do músculo cardíaco, de tal forma que esses medicamentos
só podem ser iniciados em ambiente hospitalar com adequada
monitorização.
Amiodarona e sotalol em uso crônico previnem o retorno da
fibrilação atrial. A amiodarona tem baixa incidência de
proarritmia e mantém o ritmo normal em mais de 75% dos
pacientes.
(Fonte:
SOCERj)
Versão
para imprimir
Leia também
Hipertenso
Fibrilação Atrial
Prolapso da Válvula
Mitral
Ronco e Síndrome da
Apnéia obstrutiva do sono
|