Complemento Vitamínico e Stress
Vitamina faz mal ?
Muitas pessoas estão usando vitaminas (especialmente as
"importadas") para prevenir o envelhecimento, ou
procurando uma saída para o cansaço e a desmotivação.
Esses últimos podem ter origem em uma infinidade de doenças
orgânicas, o que torna a ingestão dos polivitamínicos
perigosa. Mesmo para pessoas que já "fizeram todos os
exames" e não foi encontrado nada, é importante que
se diga que as vitaminas podem atuar somente nas doses
corretas, com equilíbrio entre si e tratando-se também a
origem do problema, em geral o estresse.
Já quanto à prevenção de envelhecimento, o princípio
para administração de vitaminas é de que elas retiram os
radicais livres do organismo. Esses radicais, na verdade
toda substância que contenha um número ímpar de elétrons
na sua camada mais externa, são formados quando estamos com
certas anomalias, e também são ingeridos com nossa
alimentação, já que nossa comida sofre modificações
durante o processo de industrialização.
O rigor nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação
médica. Mas em matéria de vitaminas, parece que essa frase
é apenas mais um chavão, de que na verdade as vitaminas,
se não resolvem a situação, também não fazem mal. Não
é bem assim. Existem riscos concretos. Veja algumas
armadilhas e suas respectivas sugestões:
Observe se a fórmula contém ferro (em inglês, iron ou
ferrous). Essa substância só deve ser administrada se a
pessoa tiver determinados tipos (não todos) de anemia, o
que só pode ser verificado por médico através de exame clínico
e laboratorial. O ferro é um potente oxidante, ele provoca
a formação de radicais livres, que aumentam o desgaste das
células e promovem o envelhecimento. Exatamente o inverso
do que se procura!!!
Vitamina E trás duas armadilhas: em primeiro lugar, sua
ingestão diária, durante um longo período de tempo, pode
inibir as defesas orgânicas encarregadas de eliminar
radicais livres. Com o tempo o organismo diminui suas próprias
defesas! Se você quiser consumir por conta própria, não o
faça por longos períodos de tempo. E verifique na fórmula
se essa vitamina está sob a forma de Alfa-TocofeROL (com OL
no final). Se estiver sob a forma de Alfa-TocofeRIL (com IL
no final), convém não ingerir. Algumas vitaminas
"importadas" trazem a vitamina E nessa forma, bem
mais barata, mas prejudicial à saúde se não for
administrada de forma equilibrada com selênio, vitamina C e
Beta Caroteno.
Cuidado com a Vitamina A. O Beta Caroteno, que é um
precursor da vitamina A, não provoca intoxicação mesmo em
doses tão elevadas quanto 50.000 UI. Já a vitamina A,
usada sem controle e durante longos períodos de tempo, pode
provocar reações de intoxicação. Infelizmente alguns
polivitamínicos misturam Beta-caroteno e Vitamina A. Evite
esses produtos.
Já o complexo B não trás grandes complicações. Mesmo
assim, doses altas de cianocobalamina (vitamina B12)
aumentam o apetite e engordam.
Mesmo a vitamina C, que parece ser realmente benéfica para
aumentar a resistência do organismo, deve ser administrada
com cuidado em portadores de cálculo renal e gota, assim
como pode interferir no resultado de alguns exames de
laboratório.
Existem também diversas interações entre as vitaminas, e
ingeri-las de maneira isolada ou sem controle pode ter sérias
conseqüências:
· As vitaminas B2, E e C atuam em sinergia (uma parceria química)
com a vitamina A.
· O Ferro é melhor absorvido junto com o Cobre, e
necessita das vitaminas A, B6, C e Ácido fólico.
· Cálcio em excesso diminui a absorção de Zinco e Magnésio
· Excesso de ingestão de fibras alimentares, especialmente
em crianças, pode levar a uma diminuição da absorção de
Cálcio.
· Zinco tomado isoladamente pode levar a uma deficiência
de Cobre.
Como você pode perceber, falar em só tomar vitaminas sob
controle médico não é apenas um jargão: existem riscos
reais e a lista acima é apenas um resumo. A administração
de vitaminas e sais minerais pode ser um valioso instrumento
terapêutico, mas necessitam sempre de orientação de um médico.
Direitos
Reservados: Reprodução permitida desde que citada a fonte:
Cyro Masci - 1997.
Dez passos infalíveis (e bem humorados).......
para você estressar seu relacionamento
Todo relacionamento tem dificuldades, que
podem muito bem se transformar em estresse. Se você acha
que seu relacionamento vai mal, siga as regras abaixo e ele
vai piorar mais ainda rapidinho. Agora, se o seu
relacionamento vai bem, procure seguir as regras abaixo e
você conseguirá destruir tudo, mais cedo ou mais tarde...
1. Amar é adivinhar: Vocês se conhecem há algum tempo,
certo? Portanto, um tem a obrigação de adivinhar o que o
outro sente, pensa, gosta. Se ele(a) não adivinha seu
presente preferido, é sinal que não a(o) ama!. Evite falar
seus gostos, suas fantasias. O resultado serão muitos mal
entendidos, brigas sem fim. Não é o máximo ?!
2. Evite sempre dizer o que realmente sente. Vá engolindo
tudo o que acontecer. Jamais coloque com firmeza, mas sem
agressão, o que espera do outro. Faça cara de coitado(a),
desempenhe o papel de abandonado(a), deixe o tédio tomar
conta, o amor ir diminuindo, diminuindo....
3. Mas quando estiver com raiva, frustrado(a) irritado(a),
evite falar desses sentimentos. Procure agir! Brigue,
agrida, machuque. O segredo é nunca falar do como você se
sente. Procure falar e destacar como o(a) outro(a) é ruim,
chato(a), etc, etc, etc.
4. Seja sempre muito firme. Demonstre toda a sua segurança
com expressões como "você sempre ..." ou
"você nunca.... Procure ser genérico, nunca aponte
especificamente o que lhe incomoda. Nunca demonstre
compreensão. Essa coisa de que toda moeda tem 2 faces e de
que duas pessoas podem ter razão ao mesmo tempo é pura
lorota. Não dê o braço a torcer, ou sua imagem ficará
maculada.
5. Nada de meio termo. Fuja de acordos como o diabo foge da
cruz! Não aceite nunca a situação de ambos cederem para
os dois ganharem. É pura bobagem! Não perca nunca. Você
sabe, primeiro o outro pede a mão, depois o braço ...
Evite achar pontos em comuns, e force o outro(a) a aceitar
seus pontos de vista, custe o que custar.
6. Não dê moleza. Se o outro(a) falar alto, fale mais alto
ainda. Quem deve ter jogo de cintura é sempre o(a)
outro(a). E os incomodados que se mudem ...
7. Evite fazer surpresas carinhosas. Jamais dê um
presentinho de surpresa. Nunca diga sem mais essa nem aquela
que você o(a) ama. Bilhetinhos então, nem pensar! Busque a
rotina e o tédio. Eles são poderosos afrodisíacos ...
8. Contato corporal, carinho, é prenúncio de relação
sexual. Todo carinho corporal deve ser sinal de sexo! Toda
carícia deve ser seguida de sexo! Evite dar ou receber
carinho sem que isso signifique que os dois,
necessariamente, vão transar mais tarde.
9. Quando tiver que discutir, não se limite a um assunto
por vez. Acumule queixas e mágoas do passado e jogue tudo
em cima do(a) outro(a) de uma só vez. Se necessário, faça
um diário para não correr o risco de perdoar. É bárbaro!
10. Acima de tudo, evite intimidade. Fale sempre de fatos,
do clima, da situação econômica, de tudo o que se passa
no mundo. Mas nunca, nunca mesmo, diga o como se sente. É
infalível.
Conheça seus direitos
Foi determinado através de lei federal que
todo paciente renal crônico tem direito de realizar
gratuitamente seu tratamento de diálise ou o transplante
renal. Além disso, foram determinadas as condições mínimas
que devem existir em um centro de diálise ou em um serviço
de transplante, que permitirão o bom funcionamento e a boa
qualidade do tratamento. Estas mesmas leis lhe dão direito
ao fornecimento de medicamentos básicos e essenciais para o
tratamento de doenças que normalmente acompanham a insuficiência
renal, como por exemplo medicamentos para o tratamento da
anemia (eritropoetina e ferro endovenoso), da doença nos
ossos (calcitriol) e da rejeição ao transplante (ciclosporina).
Lembre-se: é importante que você procure sempre discutir
com seu médico o quadro geral da sua saúde e como o
atendimento está atuando junto às secretarias de Estado.
Como conseguir o auxílio
doença da Previdência Social ?
O paciente em programa de hemodiálise que é segurado do
INSS, ou seja, contribuiu por mais de doze meses para a
Previdência Social, necessita dar entrada no benefício Auxílio
Doença. È preciso reunir alguns documentos como: laudo do
médico nefrologista que o acompanha, a carteira de trabalho
e previdência social ou carnê de recolhimento para o
trabalhador autônomo, registro de identidade (RG), CPF, e
requerimento em formulário do INSS.
Onde a documentação
deve ser entregue ?
A documentação deve ser entregue no posto do INSS mais próximo
da residência, pelo paciente ou seu procurador. Após a
entrega o segurado recebe um protocolo com a data que será
realizada a perícia médica. A concessão do benefício
depende do resultado da perícia médica, que durante o gozo
do benefício pode ocorrer a critério do INSS.
Como conseguir a
aposentadoria por invalidez da Previdência Social ?
Segue os mesmos critérios do benefício Auxílio Doença, e
é concedida ao segurado que pode estar ou não em gozo do
auxílio-doença, estando o paciente incapacitado de
retornar as suas atividades remuneradas.
A aposentadoria por invalidez também deverá passar pela
perícia médica caso solicitado pelo INSS.
Como conseguir os
benefícios do Artigo 33 ?
É o benefício concedido ao segurado, que não possui período
de carência, após a filiação à previdência Social, por
desenvolver doenças como: tuberculose, lepra, neoplasia
maligna, cegueira, paralisia irreversível, cardiopatia
grave, AIDS, doença de Paget, Parkinson e espondiloartrose
anquilosante.
É necessário apresentar atestado médico que comprove a
data do início da doença, carteira de trabalho e previdência
social ou carnê de recolhimento para trabalhador autônomo,
RG, CPF e requerimento em formulário do INSS.
Em caso de óbito devido à enfermidade, os dependentes
continuam recebendo o benefício, ou seja, a pensão.
Como conseguir a isenção de Imposto de Renda para
portadores de insuficiência renal?
A isenção do Imposto de Renda para portadores de insuficiência
renal é regulamentada pelo Art. 6o da Lei 7713 de 22.12.88,
alterada pela Lei 8541 de 23.12.92 e instrução normativa
no 49 de 10.05.99, publicada no DOU de 11.05.89 item 4.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS
HUMANOS
ARTIGO XXV -
Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de
assegurar a si e a sua família saúde e bem estar.
· O paciente tem direito a atendimento humano, atencioso e
respeitoso, por parte de todos os profissionais de saúde.
Tem direito a um local digno e adequado para seu
atendimento.
· O paciente tem direito a ser identificado pelo nome e
sobrenome.não deve ser chamada pelo nome da doença ou do
agravo a saúde, ou ainda de forma genérica ou quaisquer
outras formas impróprias, desrespeitosas ou
preconceituosas.
· O paciente tem direito a receber do funcionário
adequado, presente no local, auxílio imediato e oportuno
para a melhoria de seu conforto e bem-estar.
· O paciente tem direito a identificar o profissional por
crachá preenchido com o nome completo, função e cargo.
· O paciente tem direito a consultas marcadas,
antecipadamente, de forma que o tempo de espera não
ultrapasse a trinta (30) minutos.
· O paciente tem direito de exigir que todo o material
utilizado seja rigorosamente esterilizado, ou descartável e
manipulado segundo normas de higiene e prevenção.
· O paciente tem direito de receber explicações claras
sobre o exame a que vai ser sub metido e para qual
finalidade irá ser coletado o material para exame de
laboratório.
· O paciente tem direito a informações claras, simples e
compreensivas, adaptadas à sua condição cultural, sobre
as ações diagnósticas e terapêuticas, o que pode
decorrer delas, a duração do tratamento, a localização
de sua patologia, se existe necessidade de anestesia, qual o
instrumental a ser utilizado e quais regiões do corpo serão
afetadas pelos procedimentos.
· O paciente tem direito a ser esclarecido se o tratamento
ou o diagnóstico é experimental ou faz parte de pesquisa,
e se os benefícios a serem obtidos são proporcionais aos
riscos e se existe probabilidade de alteração das condições
de dor, sofrimento e desenvolvimento da sua patologia.
· O paciente tem direito de consentir ou recusar a ser
submetido a experimentação ou pesquisas. No caso de
impossibilidade de expressar sua vontade, o consentimento
deve ser dado por escrito por seus familiares ou responsáveis.
· O paciente tem direito a consentir ou recusar
procedimentos, diagnósticos ou terapêuticas a serem nele
realizados. Deve consentir de forma livre, voluntária,
esclarecida com adequada informação. Quando ocorrerem
alterações significantes no estado de saúde inicial ou da
causa pela qual o consentimento foi dado. este deverá ser
renovado.
· O paciente tem direito de revogar o consentimento
anterior, a qualquer instante, por decisão livre,
consciente e esclarecida, sem que lhe sejam imputadas sanções
morais ou legais.
· O paciente tem o direito de ter seu prontuário médico
elaborado de forma legível e de consultá-lo a qualquer
momento. Este prontuário deve conter o conjunto de
documentos padronizados do histórico do paciente, principio
e evolução da doença, raciocínio clínico, exames,
conduta terapêutica e demais relatórios e anotações
clinicas.
· O paciente tem direito a ter seu diagnóstico e
tratamento por escrito, identificado com o nome do
profissional, de saúde e seu registro no respectivo
Conselho Profissional, de forma clara e legível.
· O paciente tem direito de receber medicamentos básicos,
e também medicamentos e equipamentos de alto custo, que
mantenham a vida e a saúde.
· O paciente tem o direito de receber os medicamentos
acompanhados de bula impressa de forma compreensível e
clara e com data de fabricação e prazo de validade.
· O paciente tem direito de receber as receitas com o nome
genérico do medicamento (Lei do Genérico), e não em código,
datilografadas ou em letras de forma ou com caligrafia
perfeitamente legível, e com assinatura e carimbo contendo
o número do registro do respectivo Conselho Profissional.
· O paciente tem direito de conhecer a procedência e
verificar antes de receber sangue ou hemoderivados para a
transfusão, se o mesmo contém carimbo nas bolsas de sangue
atestando as sorologias efetuadas e sua validade.
· O paciente tem direito, no caso de estar inconsciente, de
ter anotado em seu prontuário, medicação, sangue ou
hemoderivados, com dados sobre a origem, tipo e prazo de
validade.
· O paciente tem direito de saber com segurança e
antecipadamente através de testes ou exames, que não é
diabético, portador de algum tipo de anemia, ou alérgico a
determinados medicamentos.
· (anestésicos, penicilina, sulfas soro antitetânico,
etc.) antes de lhe serem administrados.
· O paciente tem direito à sua segurança e integridade física
nos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados.
· O paciente tem direito de ter acesso ás contas
detalhadas referentes ás despesas de seu tratamento,
exames, medicação, internação e outros procedimentos médicos.
Portaria do Ministério da Saúde nº 1286 de 26/10/93- art.
82 e nº 74 de 04/05/94).
· O paciente tem direito de não sofrer discriminação nos
serviços de saúde por ser portador de qualquer tipo de
patologia. principalmente no caso de ser portador de
HIV/AIDS ou doenças infecto-contagiosas.
· O paciente tem direito de ser resguardado de seus
segredos, através da manutenção do sigilo profissional,
desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública.
Os segredos do paciente correspondem a tudo aquilo que,
mesmo desconhecido pelo próprio cliente. possa o
profissional de saúde ter acesso e compreender através das
informações obtidas no histórico do paciente, exame físico.
exames laboratoriais e radiológicos.
· O paciente tem direito a manter sua privacidade para
satisfazer suas necessidades fisiológicas, inclusive
alimentação adequada e higiênicas , quer quando atendido
no leito, ou no ambiente onde está internado ou aguardando
atendimento.
· O paciente tem direito a acompanhante, se desejar, tanto
nas consultas, como nas internações. As visitas de
parentes e amigos devem ser disciplinadas em horários
compatíveis desde que não comprometam as atividades, médico/sanitárias.
Em caso de parto, a parturiente poderá solicitar a presença
do pai.
· O paciente tem direito de exigir que a maternidade, além
dos profissionais comumente necessários, mantenha a presença
de um neonatologista, por ocasião do parto.
· O paciente tem direito de exigir que a maternidade
realize o "teste do pezinho" para detectar a
fenilcetonúria nos recém-nascidos.
· O paciente tem direito à indenização pecuniária no
caso de qualquer complicação em suas condições de saúde
motivadas por imprudência, negligência ou imperícia dos
profissionais de saúde.
· O paciente tem direito à assistência adequada, mesmo em
períodos festivos, feriados ou durante greves
profissionais.
· O paciente tem direito de receber ou recusar assistência
moral, psicológica, social e religiosa.
· O paciente tem direito a uma morte digna e serena,
podendo optar ele próprio (desde que lúcido), a família
ou responsável, por local ou acompanhamento e ainda se quer
ou não o uso de tratamentos dolorosos e extraordinários
para prolongar a vida.
· O paciente tem direito à dignidade e respeito, mesmo após
a morte. Os familiares ou responsáveis devem ser avisados
imediatamente após o óbito.
· O paciente tem o direito de não ter nenhum órgão
retirado de seu corpo sem sua prévia aprovação.
· O paciente tem direito a órgão jurídico de direito
especifico da saúde, sem ônus e de fácil acesso.
Doação
de Órgãos
INFORMAÇÕES LEGAIS
Todos sabemos que não existe um número
suficiente de doadores cadáveres para todas as pessoas que
precisam de transplante e nem todos os pacientes têm
doadores vivos para que se faça o transplante. Foram
criadas, recentemente, duas leis relacionadas ao transplante
de doadores cadáveres que tentam diminuir o tempo de espera
por uma doação:
Esta lei determina que todo cidadão brasileiro, maior de 18
anos, quando de sua morte, é doador de seus órgãos, a
menos que deixe uma declaração por escrito dizendo o contrário.
Apesar da determinação desta lei, os médicos responsáveis
pelo transplante sempre perguntam à família do
doador se está de acordo com a doação e caso a família
negue a doação, o transplante não pode ser realizado.
Lei da lista única de espera - esta lei determina que todos
os pacientes em espera de uma doação de rim devem obedecer
uma mesma lista de espera. Esta lista é coordenada por uma
central de transplante que determina os primeiros pacientes
da lista.
1) QUEM
PODE SER DOADOR ?
A doação pressupõe critérios mínimos de seleção.
Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo
sangüíneo são itens estudados do provável doador para
saber se há receptor compatível. Não existe restrição
absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos
e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral,
fumantes não são doadores de pulmão.
2) PORQUE
EXISTEM POUCOS DOADORES ?
Porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com
este tema em vida. É muito mais cômodo não pensarmos
sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a
minha família" ou "isso só acontece com os
outros e eles que decidam".
3) O
QUE DEVO FAZER PARA SER DOADOR ?
Todos nós somos doadores, a não ser que conste, em um
documento de identidade, a frase "não doador de órgãos
e tecidos". Mas, mesmo você sendo doador, os médicos
só retiram os órgãos para transplante se, e somente se, a
sua família autorizar. Portanto, é muito importante que a
sua família e os seus amigos saibam que você é doador.
4) QUANDO
PODEMOS DOAR ?
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da
medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos
doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa
família autoriza a retirada dos órgãos.
5) O
QUE É MORTE ENCEFÁLICA ?
Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do
encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos
minutos a falência de todo o organismo. É a morte
propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica,
primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os
quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações,
é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma
ou uma arteriografia).
6) UMA
PESSOA EM COMA TAMBÉM PODE SER DOADORA ?
Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como
o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente torna-se
potencial doador após o correto diagnóstico de morte encefálica
e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos.
7) COMO
O CORPO É MANTIDO APÓS A MORTE ENCEFÁLICA ?
O coração bate às custas de medicamentos, o pulmão
funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo
alimentado por via endovenosa.
8) COMO
FAZER PARA DOAR ?
Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A
decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à
Central de Transplante mais próxima.
9) QUEM
PAGA OS PROCEDIMENTOS DE DOAÇÃO ?
A família não paga pelos procedimentos de manutenção do
potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe
cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.
10) O
QUE ACONTECE DEPOIS DE AUTORIZADA A DOAÇÃO ?
Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos
é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual
especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado
após, no máximo, 48 horas.
11) QUAIS
PARTES PODEM SER APROVEITADAS PARA TRANSPLANTE ?
O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e
pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do
ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça
do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata,
veia safena, pele. Mais recentemente foram realizados
transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a
chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo
menos 25 pessoas.
12) PODEMOS
ESCOLHER O RECEPTOR ?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este
será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não
ser no caso de doação em vida.
Algumas razões para não fumar...
O
cigarro foi responsável por 418.690 mortes nos EUA em 1990
(1 de cada 5 mortes). Das mortes atribuídas ao fumo, cerca
de 25% foram devidas a causas isquêmicas e 43% atribuídas
a todas as causas cardiovasculares.
Estima-se que 29% de todas as mortes por Doença Coronariana
sejam atribuídas ao cigarro.
Os fumantes possuem um risco de Doença Coronariana fatal
70% superior aos não fumantes.
O fumo potencializa os malefícios da hipertensão e da
hipercolesterolemia como fatores de risco para Doença
Coronariana. O uso de anticoncepcionais orais também passa
a representar risco maior para infarto quando associado ao
tabagismo.
O tabagismo aumenta os riscos para doença pulmonar
obstrutiva, câncer de pulmão, laringe, cavidade oral, esôfago,
bexiga, rins e colo uterino. Também é fator de risco para
câncer de pâncreas e úlcera péptica.
O fumo é a maior causa corrigível de recém-natos de baixo
peso.
Não existe nível seguro de tabagismo. O risco de morte
cardiovascular é maior mesmo naqueles que fumam 1 a 4
cigarros por dia.
As crianças que residem com adultos fumantes apresentam
maior incidência de infecções respiratórias graves
durante a infância e maior risco para asma e otite média.
Nos EUA, estima-se que cerca de 3000 mortes por câncer de
pulmão por ano em não fumantes sejam devidas ao FUMO
PASSIVO.
Os efeitos benéficos da interrupção do tabagismo ocorrem
para todas as idades, mesmo para aqueles que interrompem o hábito
depois dos 65 anos.
Em 10-15 anos de interrupção, a mortalidade global se
iguala a dos não fumantes. A redução do risco
cardiovascular é mais rápida, caindo para a metade após
um ano de abstinência e se iguala aos não fumantes em 2 a
3 anos.
Hidroginástica para Idosos
As
condições físicas de pessoas idosas costumam ser: corpo
cansado, obesidade ou magreza acentuada, musculatura fraca,
ossos fracos, entre outros. Porém existem várias pessoas
de idade esbanjando saúde. Quando um idoso inicia na
hidroginástica, ele adquire inúmeros benefícios,
deixando-o mais saudável a cada dia. Alguns dos principais
benefícios são:
- Fortalecimento dos músculos e articulações,
melhorandoassim a execução de várias tarefas diárias e
evitando o surgimento das doenças degenerativas;
- Melhora a condição cárdio-respiratória;
- Diminui os problemas de hipertensão e hipotensão;
- O idoso tem a sensação de estar rejuvenescendo; e
- Melhora o convívio em grupo e a sua auto confiança,
mostrando que só é velho quem quer ser.
Mudança na vida e Stress
Uma mudança pode ou não ser um desafio
que acrescente algo de útil à nossa bagagem de vivências.
Mas sempre, de um modo ou de outro, carrega em sí mesma o
potencial de estresse. Como saber qual acontecimento provoca
maior carga de pressão e qual é menos problemático? Nos
anos 60, dois médicos, Drs. Holmes e Rahe, perguntaram a um
grande número de pessoas se haviam sofrido mudanças na sua
vida, se haviam ocorrido eventos significativos. Listaram
esses eventos e passaram a acompanhar essas pessoas.
Descobriram que, dependendo do tipo e quantidade de eventos
que a pessoa enfrentava, maior ou menor a probabilidade de
acabar adoecendo.
Esse clássico estudo ficou resumido numa tabela bastante
conhecida. Na coluna da esquerda você irá encontrar os
eventos. E na direita, o valor que as pessoas atribuíam, na
média, como mais ou menos importantes em suas vidas.
Para usar a tabela no modo original, você deveria somar os
pontos dos acontecimentos que ocorreram durante o período
de um ano até o presente momento. No estudo dos médicos,
70 % das pessoas que anotaram 300 ou mais pontos num
determinado ano, vieram a adoecer no ano seguinte. Entre 150
e 300, a percentagem já cai para 50 % das pessoas. E
praticamente a totalidade que relatou menos de 150 pontos, não
adoeceram no ano seguinte.
Mas atenção: antes que você comece a somar, é muitíssimo
importante lembrar que essa tabela foi realizada em Seattle,
nos EUA, com marinheiros e nos anos 60, portanto com um modo
de vida muito diferente do nosso. Também deve-se notar que
vários tópicos já podem ser sinais do estresse eles
mesmos, e não necessariamente desencadeantes. Por exemplo,
mudança nos hábitos do sono possivelmente signifique que o
indivíduo já apresente um problema pessoal, e não que
esse seja por si mesmo um distúrbio independente.
De qualquer modo, dê uma olhada na tabela. Ela é
ilustrativa, mas não deve ser levada à risca. Para que
essa tabela fosse valida para a sua realidade, ela deveria
ser adaptada ao seu grupo de trabalho ou social, com métodos
cientificamente corretos.
Mais importante que seguir essa tabela em particular, é
saber que muitas mudanças no mesmo período de tempo
aumentam a vulnerabilidade a doenças, e estar atento a
isso! Se você não deseja tensão emocional desnecessária,
convém estar atento às mudanças da sua vida. Por exemplo,
se você está atravessando uma fase em que ocorreu morte de
familiar próximo, mudou as condições de moradia e
enfrenta mudança no tipo de trabalho que desempenha, não
é o momento de adotar uma criança ou enfrentar outro
desafio. O que esse estudo ensina, é que as mudanças devem
ser sempre que possível distribuídas no tempo, dando
oportunidade ao organismo se recuperar!
Outra coisa muito importante é que acontecimentos
aparentemente bons, como o natal ou o nascimento de um
filho, são potencialmente desgastantes. Relembrando: seu
organismo percebe a ameaça ao equilíbrio, ele não julga a
natureza dessa ameaça, se é para melhor ou para pior.
O que seu organismo percebe é que ocorreu uma mudança.
Retirado parcialmente do livro: A Hora da Virada:
enfrentando os desafios da vida com equilíbrio e
serenidade. Ed. Saraiva. 4a. edição - Cyro Masci
Musculação na Terceira Idade
Se
você pensa que a musculação só serve para jovens, está
totalmente enganado. Muitos pensam que a musculação serve
apenas para gerar músculos a exemplo dos halterofilistas e
fisiculturistas. Mas, na realidade, a musculação foi
criada como um meio de facilitar a vida das pessoas, fazendo
com que atinjam seus objetivos a nível de estética e saúde
de uma forma rápida e segura, ao mesmo tempo combatendo as
doenças degenerativas que geralmente aparecem na terceira
idade.
A musculação atualmente é considerada a melhor atividade
física para pessoas da terceira idade, devido ao trabalho
individualizado, a fácil forma de controle de carga, e por
não causar impacto sobre as articulações. E, ainda, o
posicionamento da postura nos aparelhos é o mais confortável
possível, evitando qualquer lesão sobre a coluna. Deverá
ser orientada por professores especializados da área de
educação física, para que se torne uma atividade não só
saudável como também segura, trazendo inúmeros benefícios
ao praticante. Tais benefícios farão com as atividades
cotidianas tornem-se mais eficientes, devolvendo ao idoso o
bem estar físico e conseqüentemente a auto-estima e
vontade de viver.
O musculação tem mostrado aumentos da densidade óssea em
mulheres pós-menopausa, ajudando a prevenir fraturas dos
ossos. Pode também prevenir acidentes que normalmente
acontecem com os idosos, que causam fraturas ósseas.
Cuidados especiais devem ser considerados em relação aos
hipertensos. Devem consultar um médico antes e só após
uma boa avaliação, deve ser iniciado o programa de exercícios.
Quem é propenso ao Stress
As pessoas mais propensas a sofrerem de
estresse possuem certas características em comum. Isso não
quer dizer certeza absoluta. Significa apenas maior propensão.
Resumi 10 traços principais:
Não conseguir relaxar. (O ideal é o alerta construtivo
somente nas situações que assim o exigem).
Querer ser bem sucedido todo o tempo. (Fracassos fazem parte
da vida e são necessários para aprendizagem e crescimento
pessoal).
Ser inflexível no ponto de vista. (Olhar só um lado de
qualquer moeda é certamente prejudicial).
Querer sempre preservar a imagem pessoal. (às vezes temos
que fazer coisas que os outros podem não aprovar. É necessário
fazer o que deve ser feito, e não o que nos faz mais simpáticos
perante os outros).
Dar demasiada importância a um único aspecto da vida.
(Ninguém é só profissional, ou dona de casa, ou seja lá
o que for. É necessário equilíbrio, o que não quer dizer
igualdade de atenção, mas sim distribuição satisfatória
das energias).
Precisar sempre de estímulos externos para sentir-se bem. (às
vezes, seu melhor companheiro é você mesmo. É necessária
certa dose de independência do mundo).
Não se sentir à vontade com as pessoas que o(a) rodeiam.
(O isolamento pessoal deve ser eventual, e não a regra.
Ninguém é uma ilha).
Possuir objetivos de vida incertos e mal definidos. (Quem não
sabe o que quer, pode ficar satisfeito com qualquer coisa. Só
que o mais comum é ficar insatisfeito com tudo!)
Desejo permanente de ser outra coisa ou outro alguém.
(Aceitar-se é fundamental para se alcançar alguma paz de
espírito. É preciso localizar os pontos positivos, e não
apenas ficar enfocando os negativos).
Levar-se muito a sério. (Como disse certo humorista:
"não leve a vida tão a sério. Ninguém sai dela
vivo...". Saber viver é fundamental.)
Retirado parcialmente do livro: A Hora da Virada:
enfrentando os desafios da vida com equilíbrio e
serenidade. Ed. Saraiva. 4a. edição - Cyro Masci
Efeitos
do ruído estressante
Fernando Pimentel-Souza
Mecanismos básicos de ação
(As notas explicativas entre parênteses não são de
responsabilidade do autor. Sendo artigo técnico de notável
importância científica e o site destinado também a
leigos, isto se fez necessário.)
O
ruído pode provocar várias formas de reações reflexas,
particularmente se o barulho é inesperado ou de fonte desconhecida,
refletindo em reações primárias de defesa do organismo,
podendo ser encontradas em todos animais que desenvolveram a
audição como mecanismo de alerta, em especial para o homem
em vigília ou dormindo, em que a audição estende seu
papel no processamento da comunicação, aquisição de
conhecimento e percepção da identidade própria (WHO,
1980; Bloom et al, 1985; Pimentel-Souza, impressão e no
prelo). Se a exposição é temporária, o organismo
geralmente retorna ao normal ou ao estado de pre-exposição
em poucos minutos, correspondendo à reação primária da
secreção catecolaminérgica da adrenal. Se o estímulo
ruidoso é mantido ou alternado regularmente postulam-se
mudanças persistentes.
O ruído é um estímulo potente para estabelecer conecção
com o arco-reflexo vegetativo do SNA para manter o estresse
crônico (Selye, 1954). Há diferentes reações no eixo
hipotálamo-hipófise-adrenal, incluindo um aumento de
liberação de ACTH e de corticosteroides (WHO - World
Health Organization - Organização Mundial de Saúde - OMS
1980). Os órgãos alvos incluem vísceras como: glândulas
endócrinas ou exócrinas, órgãos sexuais, sistema imune,
coração, vasos sanguíneos, intestinos etc, que regulam os
diferentes ritmos biológicos, incluindo o vigília-sono,
secreções hormonais etc (Bergamini et al, 1976).
Efeitos na circulação sistêmica, como constrição dos
vasos sanguíneos periféricos, acompanhada de perturbações
circulatórias, inclusive hipertensão verificam-se em
trabalhadores expostos a ruído. O ruído desenvolve
inicialmente taquicardia Aumento dos batimentos cardíacos),
evoluindo para bradicardia(queda dos batimentos cardíacos),
devido ao reflexo de pressor, aumento da condutância da
pele, dilatação da pupila, todos efeitos proporcionais à
intensidade do ruído acima de 70 dB SPL, sem adaptação ao
estímulo (Cantrel, 1974; WHO, 1980). Outros distúrbios das
reações simpáticas, além das perdas auditivas, são a
diminuição da motilidade gastro-intestinal, úlcera péptica
etc. Muitos efeitos psicofisiológicos e fisiológicos
durante a exposição ao ruído podem ser considerados
decorrentes da atividade simpática e hipotálamo-hipofisária
secundária a reação geral de estresse.
Para Selye (1965), a primeira fase (estresse agudo)
caracteriza-se por resposta do SNA(Sistema Nervoso Autônomo)
simpático com liberação de noradrenalina no sangue. A
segunda fase (estresse crônico) representa período de
resistência, quando o organismo habitua-se ao agente
agressor, prepara-se para continuar se defendendo e passa a
liberar mais adrenalina, que juntamente com o anterior
constituem os hormônios do medo, da raiva e da ansiedade.
Nesta fase o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal coordena
também um pouco mais tardiamente a liberação de cortisol,
que é um hormônio anti-inflamatório e gliconeogenético.
A terceira fase (estresse de exaustão) corresponde ao período
pré-agônico, com permanência da secreções destes hormônios
e queda das gonadotrofinas e oxitocinas, afetando a persistência,
comportamentos sociais e sexuais, levando à depressão
psicológica, à deficiência imunológica, à desintegração
orgânica, óssea, muscular etc. O organismo não mais
possui capacidade de adaptação frente a uma situação de
estresse intenso ou muito prolongada (Cantrell, 1974; Mouret,
1982; Stansfeld, 1993; Henry, 1993).
Experiência em animais
Usaram-se
geralmente níveis muito elevados de som e uma faixa de freqüência
limitada. Henkin & Knigge (1963) expuseram ratos a som
contínuo em 220Hz com intensidade de 130 dB, resultando
numa secreção inicial elevada de hormônios, seguida duma
depressão na corticosterona e dum rebote para níveis
normais ou mais elevados. Aumento de secreção urinária de
adrenalina foi seguida de rebote a uma estimulação
repetitiva de 2s, modulado em 20kHz a 100dB (Ogle &
Lockett, 1968). Eosinopenia(queda do número de eosinófilos
- tipo de célula do sangue) e mudanças na glândula
adrenal, temporárias ocorreram em camundongos expostos
diariamente a um único período de 15 ou 45 min ou a durações
intermitentes de 100min em freqüência de 10-20kHz a 110dB
(Anthony & Ackermann, 1955). Selye (1954) descreveu ação
isolada e sinérgica aumentada do som com frio e
escaldamento produzindo dilatação da suprarenal do rato.
Não se observaram mudanças patológicas na adrenal de
ratos, um mês depois de exposição a 80dB em períodos de
18-26 dias (Osintseva, 1969), possivelmente devido a diferença
de intensidade, duração e gama de freqüência da exposição
do som. Horio et al (1972) relatam o caso de 3 grupos de
ratos, expostos a 8h de ruído a níveis de 60, 80 e 100
fons. Comparados com controle não exposto, a concentração
sanguínea de 11-hidroxycorticosteriode subiu rapidamente no
começo, atingindo um nível máximo dentro de 15min,
proporcional à intensidade do ruído. Os níveis caíram ao
do controle dentro de 1 a 4h após a exposição. Em coelhos
também impulsos sonoros produzem excitação estável e prolongada
na formação reticular e no cortex (região mais externa)
temporal de coelhos, a exposição contínua, insignificante
depois de 1h da retirada do estímulo (Suvorov, 1971).
Anthony et al. (1959) mostraram diferentes efeitos agudos a ruído
branco, 150-4800Hz, 140dB SPL, em 15 min por 4 semanas em
camundongo, rato e cobaia. Não se verificaram danos orgânicos,
mas uma redução do comportamento exploratório na cobaia.
Alguns ratos e camundongos mostraram reação de
congelamento. Não foi verificado um aumento de peso da
adrenal, mas da zona fasciculata(regiaõ da glândula) em
ratos e camundongos, provavelmente com aumento da atividade
adrenocortical. Aumentos maiores de corticosterona plasmática
foram obtidos em ratos expostos à ação de som por períodos
de 30s a intervalos de 5min com duração de 3, 5 ou 7 horas
por semana, durante 16 semanas a 100dB (Rosecrans et
al,1966). Os aumentos foram mais significativos em ratos
isolados, concluindo que a solidão é um estressor.
Ruído variando de 55 a 95 dB em ratos produzem alterações
nos comportamentos alimentar, reduzindo duração e ingestão
e aumentando velocidade de comer e latência, e não
alimentar, aumentando defecação, exploração, limpeza e
tempo de descanso (Krebs et al, 1996). Postula-se que há
uma redução do comportamento alimentar como forma
adaptativa para enfrentar meios perigosos, aumentando alerta
do sistema simpático-adrenal.
Em cepas de ratos sensíveis a crises audiogênicas, a reação
ao estímulo auditivo é tão rápida quanto alguns
segundos, gerando reações tônico-clônicas, depressão pós-ictal,
colocando em evidência a liberação de prolactina e
possivelmente opioides, como demonstrado noutros tipos de
estresse. ACTH e b-endorfina são liberadas
concomitantemente em respostas estressoras. Há envolvimento
do sistema límbico no processo devido ao recrutamento da amídala,
a partir do mesencéfalo (Lewis et al, 1980; Graeff, 1984;
Garcia-Cairasco et al, 1996).
Experiências e observações
em humanos
Excreção
urinária aumentada de adrenalina e noradrenalina ocorreram
após 90dB a 2kHz por 30min em sujeitos sadios, assim como
em 3 grupos de pacientes com (a) hipertensão sem causa
conhecida, (b) convalescentes de ataque cardíaco ou (c)
psicóticos (Arguelles et al, 1970). Exposição duas vezes
por dia durante 30 min a 55, 70 e 85 fons resultaram em
mudanças significantes em leucócitos, eosinófilos, basófilos(
tipo de célula do sangue) e 17-hidrocorticosteroide urinário,
comparado com 30-45 fons (Tataí et al, 1965,1967). Aumentos
significantes de excreção de 17-hidrocorticosteroide e
noradrenalina foram obtidos a níveis de 40, 50 e 50 dBA
expostos de 2 a 6 horas por vários dias (Osada et al,
1973).
Ao nível de Leq=36dBA e Lmax=55dBA produzidos por 14 a 64 vôos
por noite já se eleva significativamente de 30% a secreção
de adrenalina, atingindo 60% com Lmax=75dBA. Para Leq=68dBA
há aumento significativo de adrenalina e de noradrenalina e
não de cortisol em crianças submetidas a barulho de avião
(Hygge at al, 1993), apesar de que Lmax=65-72dBA de ruído
de avião sobre fundo calmo não serem suficientes para
alterações de catecolaminas (Carter et al, 1993). Para Leq=45-54dBA
noturno, com aumento de 8dBA de dia, não houve ainda
aumento de cortisol (Pimentel-Souza et al.,1996). Ruído com
esforço físico elevado só aumenta significantemente a
noradrenalina e cortisol e não a adrenalina (Taffala &
Evans, 1993).
Em laboratório durante 60 dias, ruído branco de Leq=50 e
70 dBA diurno e noturno respectivamente, com 3% de pico
tonal médio de 85dBA produziram 25%¨de aumento do
colesterol e 68% do cortisol sanguíneos (Cantrell,1974).
Aumento de GH e PRL e quedas de metabólitos de 5HT foram
obtidos durante o sono após 8 horas diurnas de exposição
a 83dBA, indicando o efeito prolongado do estresse sonoro (Fruhstorfer
et al, 1985). Em Leq=85dbA durante um dia elevaram-se
significativamente a adrenalina, cAMP, colesterol, Mg sérico
e decaiu Na no eritrócito e renina (Ising et al, 1980).
O barulho transitório a partir de 35dBA já provoca reações
vegetativas, que à longo prazo e em níveis mais elevados,
se convertem permanentemente em hipertensão arterial, secreção
elevada de catecolaminas e de hormônios corticosteroides e
adrenocorticotróficos, úlcera péptica, estresse, irritação,
excitação maníaco-depressiva, arteriosclerose, infarte,
observados sobretudo em industrias barulhentas, regiões
urbanas, nas proximidade de aeroportos etc (Cantrell, 1974;
WHO, 1980; Rai et al, 1981; Cesane et al, 1982; Vacheron,
1993; Babisch et al, 1993). Pelas razões acima a Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 1987), seguindo instruções
da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda o nível
médio de 40dBA para hospitais, sala de aula, bibliotecas e
residências. A OMS concluiu que o conforto auditivo termina
acima de 50dBA e o estresse começa acima de 55dBA (WHO,
1980; Berglund & Lindvall, 1995).
Rai et al (1981) observaram em trabalhadores com cerca de 7
horas em ambientes de cerca de 97dBA aumentos de 46% no
colesterol livre e 31% no cortisol, além de queda de 30,8%
de g-globulina. O trabalhador em ambiente ruidoso e em turno
mostrou aumento significante de noradrenalina para o
primeiro estressor e adrenalina para o segundo (Cesana et
al, 1982). Isto significa que pelos níveis de ruídos
urbanos do 3o. Mundo seus cidadãos estão "ingerindo
muita gordura e outros venenos pelo ouvido",
sujeitando-se a sérios distúrbios hormonais, que se operam
na "surdina", pois seus efeitos se revelam à médio
e longo prazo e não são evidentes como um "raio da
morte", abatendo de imediato a vítima. Isto é
confirmado por Babisch e colaboradores (1993) ao detectarem
aumento de 20% de infarte de miocárdio em regiões de
Berlim com ruído acima de 70dBA de média. A questão no
3o. Mundo parece mais grave, pois, por exemplo, cerca de 80%
da população de Belo Horizonte está submetida diurnamente
a ambientes acima de 70 dBA. Daí pode-se estimar então 800
mortes silenciosas e graduais devem estar ocorrendo por ano
só devido ao ruído dentre as 5000 constatadas pelo IBGE em
1990, devido a arteriosclerose em geral.
Uma síntese mais atual
O
aumento significativo de liberação de cortisol por si só,
já a partir de Leq=70dBA e 50dBA, diurno e noturno
respectivamente, indica que o organismo está sujeito a
profundas alterações hormonais, no sistema reprodutor com
inibição de GnRh, LH, FSH, estradiol e testosterona, nas
funções de crescimento e da tireóide com inibição de
GH, TSH, T3 e T4, no eixo metabólico acrescentando perda de
massa óssea e aumento do tecido adiposo visceral, na função
gastrointestinal inibição do vago, perda de motilidade
intestinal e estimulação noradrenérgica do Locus Cerúleo
(LC), aumentando tônus parassimpático sacral e motilidade
cólica (intestinal), na função imunológica queda na
liberação de neuropeptídeos(hormônios veiculados pelo
sistema nervoso), citocinas e fator de ativação de
plaquetas (um dos tipos de células que comp~~oe o sangue),
havendo uma queda compensatória noradrenérgica de ação
no LC etc. (Chrousos, 1996).
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Sono e Stress
Fique certo de uma coisa: durante o sono o
organismo se recupera dos desgastes ocorridos durante o dia.
É portanto um dos mecanismos mais importantes contra o
estresse. Dormir é tão importante que sua ausência total,
durante muito tempo, pode levar a sinais de psicose, com
alucinações e delírios! Privar alguém de sono é um método
usado em técnicas de tortura e lavagem cerebral.
O sono não é uma atividade em que o corpo fica sem fazer
nada, não é um processo passivo. É um mecanismo ativo do
cérebro. Se você conhecer um pouco como funciona seu
organismo, poderá decidir com maior critério quais medidas
quer adotar para melhorar seu sono, se deve ou não tomar
medicação para a insônia.
Quantas horas precisamos dormir:
Uma criança pequena passa a maior parte de seu tempo
dormindo. Um idoso passa a maior parte de seu tempo
acordado. Entre essas duas extremidades, cada um tem uma
necessidade específica, não sendo de exatamente 8 horas,
como se diz comumente.
O melhor meio de se saber o número de horas necessárias,
é verificar o estado geral ao acordar. A pessoa não deve
se sentir irritada ou cansada logo pela manhã.
Quem não está dormindo o número total de horas suficiente
costuma ficar com sonolência durante o dia, dificuldade de
raciocínio, e outras tantas alterações que são
exatamente iguais aos sintomas de alerta do estresse. Na
verdade, é um alarme do organismo de que ele precisa se
recompor, atingir seu equilíbrio.
Problemas que afetam o sono:
Uma queixa comum é a de pessoas que dizem não dormir bem,
mas que na realidade dormem uma ou mais vezes durante o dia
e acabam por necessitar de menor número de horas à noite.
A queixa de dificuldade para adormecer (insônia inicial) é
a mais comum. É aceitável um período de até 30 minutos
para adormecer. Mais tempo que isso possivelmente indique
tensão emocional. Situações de tensão levam a uma
dificuldade de adormecimento e também a um sono
superficializado.
A insônia intermediária (perder o sono no meio da noite) e
também a final (despertar precoce) são comuns em períodos
de grande excitação ou de problemas inconscientes, que
podem afetar a fase do sonhar, sendo que o indivíduo passa
a acordar durante ou no final da noite, em geral no meio de
um sonho.
A insônia final (despertar precoce), é também comum em
idosos, assim como em depressões do tipo orgânica, com
origem em alterações bioquímicas do cérebro e não nos
problemas da vida. Existem também algumas doenças
desencadeadoras de insônia, como por exemplo bronquite,
hipertireoidismo, processos infecciosos. As insônias não
permitem ao organismo se recuperar e por si só já são um
novo fator de disstresse.
Conheça os hábitos que pioram o sono
Não são apenas problemas que podem afetar o sono. Muitas
vezes alguns hábitos podem ser verdadeiros desastres para o
sono reparador. O principais:
Tomar bebidas com cafeína. Elas simplesmente impedem que
seu cérebro se desligue.
Beber para dormir provoca alterações nos ciclos do sono,
resultando numa noite mal dormida e com ressaca pela manhã.
Se você acha que só consegue dormir com álcool, saiba que
o seu sono é de péssima qualidade e deve ser melhorado.
Fazer exercícios físicos intensos, que na verdade são
estressores e aumentam o nível de excitação geral.
Trabalhar até a hora de dormir, tentando cair de sono pode
ser uma necessidade de trabalho momentânea, ou ainda um hábito
criado numa tentativa de se desligar dos problemas, que a médio
e longo prazo acabam não funcionando e trazendo problemas.
O mesmo se aplica a outros hábitos de tentar estressar o
organismo até ele desmoronar, como ficar assistindo televisão,
ler coisas tensas ou ouvir música excitante.
Fazer uma refeição pesada até 3 horas antes de adormecer
é pedir para dormir mal.
Brigar com o(a) parceiro(a) às vezes pode ser tentador como
um desabafo de um dia ruim, mas certamente irá prejudicar o
sono do outro, ou dos dois.
Tentar resolver questões importantes, pensar em problemas não
resolvidos, não apenas impedem um bom sono, como também
impedem que o inconsciente da pessoa veja outros lados da
questão. Lembre-se da importância de dormir com a idéia.
E a soneca durante o dia?
Existem pessoas que acreditam que um soninho durante o dia
é prejudicial ao sono noturno. E existem pessoas que
acreditam que uma soneca durante o dia revigora e permite um
dia muito bom. Pessoalmente prefiro e recomendo esse último
conceito sempre que possível.
Uma coisa é certa: ou você deve procurar tirar uma soneca
todos os dias ou então evite ao máximo dormir durante o
dia. Nosso organismo é muito sensível aos hábitos, e o do
sono deve ser o mais rotineiro possível. E sempre
lembrando-se de que se tiver o hábito de dormir durante o
dia, irá necessitar de menos horas à noite, e isso não é
insônia.
Desenvolva hábitos que melhoram o sono:
Mantenha um horário regular para dormir. Permita que seu
organismo desenvolva um ritmo interno apropriado. Use 20 a
30 minutos do seu tempo se preparando para dormir. Fale de
coisas agradáveis, ouça música suave, leia um livro monótono
(e não um que desperte a atenção). Procure tomar um banho
quente, de chuveiro ou banheira, se possível diminuindo a
intensidade de luz, usando um abajur ou uma lanterna. Exercícios
físicos moderados, especialmente os de alongamento, e até
2 horas antes de dormir, podem ajudar. Procure usar
travesseiro e colchão adequados. O travesseiro deve ser
confortável, e o colchão deve possuir uma densidade compatível
com seu peso. Para uma pessoa com 70 quilos, o colchão
adequado é de densidade 28. Lojas de colchões costumam ter
tabelas ilustrativas. Quando sentir sono, vá para a cama.
Se você tentar lutar contra ele, possivelmente irá
ganhar... Se não tiver sono, não fique na cama. Levante e
vá fazer coisas não excitantes. Se dormiu mal uma noite, não
fique dormindo até mais tarde. Não permita que seu
organismo inverta a noite com o dia.
Influência das substâncias que auxiliam no sono:
Medicamentos só podem ser tomados com orientação médica.
Já algumas outras substâncias são encontradas livremente
e podem auxiliar, junto com as outras medidas, a uma boa
noite de sono.
O triptofano é uma substância encontrada em diversos
alimentos, como o leite e a soja, que participa de diversos
processos bioquímicos do organismo, entre os quais na produção
da serotonina, substância muito importante no desencadear
do sono. A conclusão imediata é que o velho copo de leite
quente antes de se deitar tem fundamento, e pode ajudar no
sono.
Também o maracujá tem propriedades sedativas, e um suco da
fruta pode auxiliar na insônia. O mesmo se pode afirmar da
camomila, da hortelã e da erva cidreira, que possuem
propriedades sedativas e são excelentes remédios caseiros.
São usados na forma de infusão, em geral na dose de uma
colher de sopa para cada xícara de água fervente,
deixando-se abafar 1 ou 2 minutos no recipiente tampado.
Em épocas difíceis, quando se está sob muita tensão,
costumo recomendar a ingestão dessas substâncias.
Entretanto, elas muitas vezes não solucionam o problema,
obrigando a se cogitar o uso de medicação específica.
Você deverá modificar com o tempo diversos outros hábitos,
mas se nesta fase conseguir realizar os acima, já estará
com meio caminho andado para o sucesso de seu programa.
Já perdi a conta do número de pacientes que tiveram uma
excepcional melhora dos sintomas simplesmente dormindo bem,
melhorando seu despertar, tendo um bom desjejum, diminuindo
o número de cafezinhos e controlando seu tempo.
Pare aqui e determine-se a implantar esses hábitos já!
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