Diabetes Mellitus e
doença arterial coronariana (DAC)
O
risco para cardiopatia coronariana está aumentado em cerca
de 2 a 4 vezes nos pacientes com diabetes. Podemos ter até
10% da população em geral com diabetes mellitus e este
percentual pode subir para até 20% nos idosos (mais d 65
anos). No Brasil, as estimativas são de que cerca de 7,6%
da população adulta seja portadora de diabetes.
Estudos epidemiológicos prospectivos (Whitehall, em 18.050
indivíduos sadios; Honolulu, em 6.394 indivíduos de origem
japonesa) evidenciam que concentrações plasmáticas
elevadas de glicose, porém ainda abaixo da faixa do
diabetes, estão relacionadas com risco maior para DAC.
O estudo Rancho Bernardo (3.458 homens e mulheres com 40-70
anos) mostrou que, nos homens, o aumento da glicemia de
jejum de cerca de 100-109 para 130-139 mg/dl duplicava a
taxa de mortalidade por doença isquêmica do coração e
triplicava nas mulheres (ver gráfico ao lado). Esses
estudos reforçam o conceito de uma relação gradativa
entre glicemia e eventos cardiovasculares, que começa
abaixo dos níveis considerados "alterados".
A glicemia é hoje considerada um fator de risco para DAC
contínuo, de forma semelhante ao que acontece com os níveis
de colesterol e de pressão arterial. Um outro parâmetro de
avaliação de risco, tanto para o diabetes quanto para a
DAC, é a hiperglicemia pós-prandial.
Versão
para imprimir
|